segunda-feira, 10 de março de 2008

Quatro estarolas minam Benfica e Sporting

Mesmo com o apito dourado na ordem do dia e com Pinto da Costa a ser bombardeado na sua vida privada, a verdade é que o FC Porto soma e segue num passeio alegre e inédito pela I Liga do Futebol Português.
Um claro domínio da equipa portista graças a quatro desastrados que destoem o Benfica e o Sporting.
Paulo Bento e Camacho, olha que dois, venha o diabo e escolhas!
Não há memória de se juntar nos dois clubes rivais lisboetas uma dupla de treinadores tão fraca.
Paulo Bento nem para treinar Juniores pode servir, pois evidencia pouca qualidade para lidar com a formação onde se exige alguém com pedagogia e com cultura táctica. Argumentos que este antigo jogador do Benfica está longe de consumir.
Paulo Bento tem dificuldade em comunicar e fazer passar qualquer mensagem, e depois é nítida a ausência de cultura táctica, sem capacidade de resposta a adversidades, amarrado à sua estratégica teimosia, agravada por não saber lidar com a pressão. Resumindo, não sabe gerir, não sabe fazer a leitura de jogo nem transmitir ideias, o que dificulta naturalmente o rendimento de qualquer jogador e consequentemente anula o sucesso de uma equipa.
Nem nos distritais do Algarve se vêem cometer tantos disparates pelos treinadores amadores.
Por seu turno, José António Camacho, que só por engano foi treinador da selecção espanhola, apenas consta na sua carreira de treinador o Benfica de Luís Filipe Vieira.
Nem os clubes de segundo plano da vizinha Espanha querem Camacho, tal a credibilidade do homem.
Veio rotulado de disciplinador, mas nunca se viu tanta bagunça e indisciplina no ninho da águia. Tacticamente um descalabro, ensaiando esquemas, mudando jogadores como quem muda de camisa, e tal como o seu parceiro Paulo Bento, perante as contrariedades dos adversários, simplesmente não reage.
Agora demitiu-se, colocado em 2º lugar, e ao invés disso, no outro lado da circular o Paulinho (não o roupeiro, mas o pseudo treinador) lá está a castigar os sportinguistas.
Franco e Vieira, juntaram-se os dois á esquina a tocar a concertina!
No Sporting, esta situação anómala só acontece, porque lá está um Presidente "faz de conta", que vai alimentando o monstro. Não quero acreditar que Soares Franco mantenha Paulo Bento como treinador só porque as mulheres destes dois "desastres" do Sporting são primas. De qualquer modo, o presidente leonino revela não perceber nada de futebol quando quer que Paulo Bento seja o Alex Ferguson do Manchester United. Seria o mesmo que aspirar a que o Sócrates fosse treinador do Benfica, para substituir Camacho. Tamanha é a aberração. de Filipe Soares Franco.
E assim, o Sporting sujeita-se a obter a pior classificação de sempre no campeonato nacional.
Porém, com Luís Filipe Vieira a música é a mesma e tudo pode acontecer. Despediu o Fernando Santos de forma cruel e estúpida, e agora verifica-se que o problema não era o antigo treinador do Sporting e FC Porto.. Depois confunde as calças com a bunda, e desata a mandar postas de pescada em relação a Rui Costa, que vai ser isto e aquilo no Benfica, esquecendo-se que o Rui é apenas mais um jogador dos encarnados. Nem nos distritais, nem na Liga dos Últimos aparecem histórias tão rocambolescas.
O Presidente do Benfica, em vez de se preocupar tanto com o Pinto da Costa e falar demasiado do apito dourado, deveria frequentar acções de formação para dirigentes desportivos. Pode até perceber de pneus, mas de gestão de clubes não pesca nada. Basta ver o que aconteceu ao Alverca que desapareceu do mapa.
Um clube com o prestígio nacional e internacional do Benfica não pode ser destruído às mãos do antigo sócio Porto e amigo da onça de Pinto da Costa.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Futebolada"

Há muito que o futebol português atravessa a rua da amargura. Longe da festa e do espectáculo desportivo, perto da violência, na onda promíscua entre futebol e política, e agora nas malhas da justiça.
Por entre milhões e tubarões, a verdade é que o povo ainda continua a alimentar a apelidada indústria do futebol, a reboque da clubite aguda onde falsas claques optam pelo boxe e tiro ao alvo, outros adeptos devoram os três jornais desportivos e discutem “futebolada”, e as televisões esgrimem share com demasiados programas alusivos ao futebol, esquecendo-se que há muito mais desporto à solta com beleza e formação qb.
Porém, a “futebolada” até dá jeito nesta altura, considerando a dita crise social que alegadamente reina em Portugal. Com a saúde adoentada, a educação espartilhada, a justiça sob suspeita, a segurança insegura e a política à deriva, não há apito que resista.
Março de dérbis nacionais, de decisões europeias, de audiências sobre o apito dourado em nome da “futebolada”, mas também mês da Mulher, do Teatro, das manifestações dos professores, e outras coisa mais, à espreita da Primavera.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Meia bola e força

O estado do Desporto Lacobrigense

Oito e oitenta ou o sol e a peneira
O desporto lacobrigense já conseguiu atingir um lugar no pódio ao nível de infra-estruturas. Quase duas décadas de atraso em relação à esmagadora maioria dos Municípios Algarvios no que se refere a instalações desportivas adequadas à projecção e evolução do desporto mormente no eclectismo e resultados competitivos.
Colmatada tão grave lacuna com a construção do Complexo Desportivo Municipal a que se juntam mais beneficiações e construção de outros espaços desportivos, sucedem-se importantes manifestações locais, regionais, nacionais e internacionais que assinalam momentos de glória para o desporto lacobrigense. Atente-se os recentes acontecimentos que atestam o brilho do desporto que se promove em Lagos. Para além das múltiplas provas que se disputam no âmbito dos campeonatos regionais, nacionais e internacionais, o Torneio de Natação que mereceu rasgados elogios de dirigentes e técnicos algarvios, a inscrever uma página dourada nos desportos náuticos, relevando-se também o galardão recebido pela Câmara Municipal na Gala Nacional do Desporto Escolar, prémio que vem consubstanciar o excelente trabalho desenvolvido pelo actual executivo camarário. Com efeito, a estratégia agora adoptada é digna de realce e, sem dúvida, um dos principais pólos de dinamização para o sucesso do desporto, sobretudo para a formação dos jovens lacobrigenses.
Memórias boas e más
Recorde-se, a propósito, que nesta matéria, Lagos já tinha dado mostras de trabalho exemplar e profícuo na década de 80 onde a par do grupo de professores que leccionava um conjunto de acções de ensino e formação desportiva aos alunos das Escolas Primárias, acrescia ainda o famoso torneio de Futebol das Escolas Primárias e outros encontros desportivos noutras modalidades. Culminavam com uma grande festa do desporto em Lagos englobando todos os graus de ensino e todos os escalões de formação, nos chamados Jogos Juvenis/Jogos de Verão realizados durante alguns anos com manifesto sucesso envolvendo largas centenas de atletas em torno de dezenas de modalidades. Todavia, a partir da década de 90, outros intérpretes do desporto decidiram alterar o rumo. Perderam-se os Jogos Juvenis, surgiu a apelidada Iniciação Pré Desportiva que nem era "carne nem peixe", técnicos dos clubes promoviam actividades subsidiadas pela autarquia a seu belo prazer apenas em horários extra-curriculares, sofrendo, por isso, um atraso substancial reforçado pela ausência de instalações desportivas adequadas.
Agora, em 2007, as infra-estruturas tão desejadas e que faltavam estão aí, e existe um magnífico programa desenvolvido com os alunos do 1ºciclo do ensino básico.
Porém, parece que as sombras pretendem esconder o brilho. Consta que nem tudo vai bem na esfera dos clubes de Lagos no que toca a relacionamento com a Câmara Municipal. Ressaltam dúvidas nos critérios de atribuição de subsídios, emergem discordâncias na concessão de horários para ocupação de instalações desportivas, alegada deficiência nos serviços de desporto e na divulgação de eventos desportivos.
Porque o tema requer tratamento profundo e alargado, ficam aqui, em síntese, alguns focos de discórdia.
O caso do ACL e outras assimetrias
A polémica levada a duas sessões de Câmara pelo Andebol Clube Lacobrigense merece ampla discussão e reflexão. Ironicamente ou não, a expressão utilizada pelo Presidente da Câmara para qualificar os apelidados "queixumes" de José Artur, dirigente do clube em causa, carece desde já de um primeiro apontamento. É que, segundo o Presidente do ACL, só se dirigiu às reuniões de Câmara como última alternativa para pedir esclarecimentos e não queixumes, e para constatações de episódios e não acusações. E isso ficou provado em duas sessões de Câmara, cujas dúvidas subsistem e os esclarecimentos confundem-se. De carta confidencial que afinal passou a pública, de subsídio para uma carrinha de 9 lugares que nunca foi adquirida, de subsídios menores em função de números errados de aferição de praticantes do ACL, cobrança de dívidias antigas de dez anos descontadas em subsídio recente (relativo a transportes que na verdade deviam ser gratuitos) e, alegadamente, ao clube errado, até a uma episódica atribuição de subsídios a um clube que não tem actividade mas que consta de uma listagem publicada no site da autarquia, de subsídios superiores aos recebidos pelo ACL. Equívocos ou erros que em nada abonam os serviços nem quem tutela o desporto na Câmara Municipal, considerando o esforço da autarquia no reforço do quadro de pessoal na área desportiva.
A questão é que o Presidente da Câmara referiu a dada altura, que não tem conhecimento de queixas de outros clubes. Se calhar nos termos em que foi colocado o caso do ACL, agora que existe uma vaga de discordâncias com ou sem razão por parte dos clubes, a autarquia não pode escamotear nem lavar as mãos.
São públicas as reacções ou descontentamentos de vários clubes, com destaque para o Esperança de Lagos e União Atlético Clube de Lagos, dois dos mais representativos do concelho. Outros já reclamaram os subsídios e os horários de utilização de espaços desportivos. Porém, outras lutas estão na calha, tais como a abolição definitiva do pagamento de transportes em relação aos escalões de formação, e também no que se refere a uma melhor divulgação de eventos como é exemplo a excelente iniciativa de acções de formação promovida pela autarquia mas cuja sensibilização e divulgação quase ficaram na gaveta.
Novos desafios e outras soluções
Para rematar frontalmente, é justo sublinhar que o desporto em Lagos deu um fantástico salto qualitativo, mas ainda há muito caminho para desbravar. Urge que se projectem novos e grandes eventos locais que mobilizem toda a comunidade desportiva, dando como exemplos "Mini Olimpíadas Juvenis de Lagos" ou o "Encontro/Congresso do Desporto Lacobrigense" que não colida com a Gala de Desporto já instituída, pois o novo evento seria constituído por Demonstrações/Competições de todas as modalidades abarcando todos os escalões etários e debatidos temas de metodologia e estratégia desportiva envolvendo todos os agentes desportivos.
Entretanto, não ficando à espera de novos eventos e de que sejam reparadas supostas deficiências nos serviços, seria útil que técnicos da autarquia saltassem para o terreno, acompanhassem a vida dos clubes mais de perto, nos treinos e nas competições. Realizassem relatórios para ajudar nos critérios de atribuição de subsídios e concessão de espaços desportivos, e também para aconselhamentos e apoios nos modelos de gestão administrativa e desportiva. E que não se pense em fiscalização mas tão somente em colaboração/cooperação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Em nome do Desporto

O fenómeno desportivo desperta paixões e emoções que atravessam todos os cantos do mundo. Esse salutar contágio invade os Portugueses, que na verdade nutrem uma profunda predilecção pela actividade desportiva, registando-se, nos dias de hoje, uma crescente evolução.
De tenra idade à ancianidade, o desporto está na ordem do dia, numa simbiose perfeita entre praticantes e adeptos. Televisões, rádios e jornais nacionais apostam numa ampla cobertura de eventos desportivos. Trilhando uma informação abrangente e de acordo com a realidade vigente, o Viva o Desporto, dedica especial espaço a Lagos, mas coloca a actividade Algarvia em revista, consagra uma síntese nacional e propaga flashes do desporto mundial. Porém, a Associação de Municípios Terras do Infante merece particular destaque. A área geográfica privilegiada encerra uma confessa paixão pelo desporto, consubstanciada por um nítido progresso na dinamização e nos apoios, originando mais qualidade competitiva e superior oferta de melhores equipamentos desportivos. Vila do Bispo e Aljezur crescem a olhos vistos, tanto na ampliação da rede de instalações desportivas, como na subida dos índices de modalidades e de praticantes.
Permitam-nos, no entanto, que se coloque Lagos no pódio, pois a cidade dos descobrimentos evidencia forte apetência pela actividade desportiva onde o eclectismo é notório. Um mar de atletas a inundar muitos clubes que promovem um vasto leque de modalidades. A diversidade a par da qualidade competitiva merecem uma justa e devida divulgação que envolve todos os agentes desportivos. Realçando-se, simultaneamente, a construção de mais e melhores equipamentos desportivos.
É pois com enorme satisfação que oferecemos aos nossos leitores a mais ampla e diversificada informação sobre desporto.