quarta-feira, 5 de março de 2008

Futebolada"

Há muito que o futebol português atravessa a rua da amargura. Longe da festa e do espectáculo desportivo, perto da violência, na onda promíscua entre futebol e política, e agora nas malhas da justiça.
Por entre milhões e tubarões, a verdade é que o povo ainda continua a alimentar a apelidada indústria do futebol, a reboque da clubite aguda onde falsas claques optam pelo boxe e tiro ao alvo, outros adeptos devoram os três jornais desportivos e discutem “futebolada”, e as televisões esgrimem share com demasiados programas alusivos ao futebol, esquecendo-se que há muito mais desporto à solta com beleza e formação qb.
Porém, a “futebolada” até dá jeito nesta altura, considerando a dita crise social que alegadamente reina em Portugal. Com a saúde adoentada, a educação espartilhada, a justiça sob suspeita, a segurança insegura e a política à deriva, não há apito que resista.
Março de dérbis nacionais, de decisões europeias, de audiências sobre o apito dourado em nome da “futebolada”, mas também mês da Mulher, do Teatro, das manifestações dos professores, e outras coisa mais, à espreita da Primavera.

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