Mesmo com o apito dourado na ordem do dia e com Pinto da Costa a ser bombardeado na sua vida privada, a verdade é que o FC Porto soma e segue num passeio alegre e inédito pela I Liga do Futebol Português.
Um claro domínio da equipa portista graças a quatro desastrados que destoem o Benfica e o Sporting.
Paulo Bento e Camacho, olha que dois, venha o diabo e escolhas!
Não há memória de se juntar nos dois clubes rivais lisboetas uma dupla de treinadores tão fraca.
Paulo Bento nem para treinar Juniores pode servir, pois evidencia pouca qualidade para lidar com a formação onde se exige alguém com pedagogia e com cultura táctica. Argumentos que este antigo jogador do Benfica está longe de consumir.
Paulo Bento tem dificuldade em comunicar e fazer passar qualquer mensagem, e depois é nítida a ausência de cultura táctica, sem capacidade de resposta a adversidades, amarrado à sua estratégica teimosia, agravada por não saber lidar com a pressão. Resumindo, não sabe gerir, não sabe fazer a leitura de jogo nem transmitir ideias, o que dificulta naturalmente o rendimento de qualquer jogador e consequentemente anula o sucesso de uma equipa.
Nem nos distritais do Algarve se vêem cometer tantos disparates pelos treinadores amadores.
Por seu turno, José António Camacho, que só por engano foi treinador da selecção espanhola, apenas consta na sua carreira de treinador o Benfica de Luís Filipe Vieira.
Nem os clubes de segundo plano da vizinha Espanha querem Camacho, tal a credibilidade do homem.
Veio rotulado de disciplinador, mas nunca se viu tanta bagunça e indisciplina no ninho da águia. Tacticamente um descalabro, ensaiando esquemas, mudando jogadores como quem muda de camisa, e tal como o seu parceiro Paulo Bento, perante as contrariedades dos adversários, simplesmente não reage.
Agora demitiu-se, colocado em 2º lugar, e ao invés disso, no outro lado da circular o Paulinho (não o roupeiro, mas o pseudo treinador) lá está a castigar os sportinguistas.
Franco e Vieira, juntaram-se os dois á esquina a tocar a concertina!
No Sporting, esta situação anómala só acontece, porque lá está um Presidente "faz de conta", que vai alimentando o monstro. Não quero acreditar que Soares Franco mantenha Paulo Bento como treinador só porque as mulheres destes dois "desastres" do Sporting são primas. De qualquer modo, o presidente leonino revela não perceber nada de futebol quando quer que Paulo Bento seja o Alex Ferguson do Manchester United. Seria o mesmo que aspirar a que o Sócrates fosse treinador do Benfica, para substituir Camacho. Tamanha é a aberração. de Filipe Soares Franco.
E assim, o Sporting sujeita-se a obter a pior classificação de sempre no campeonato nacional.
Porém, com Luís Filipe Vieira a música é a mesma e tudo pode acontecer. Despediu o Fernando Santos de forma cruel e estúpida, e agora verifica-se que o problema não era o antigo treinador do Sporting e FC Porto.. Depois confunde as calças com a bunda, e desata a mandar postas de pescada em relação a Rui Costa, que vai ser isto e aquilo no Benfica, esquecendo-se que o Rui é apenas mais um jogador dos encarnados. Nem nos distritais, nem na Liga dos Últimos aparecem histórias tão rocambolescas.
O Presidente do Benfica, em vez de se preocupar tanto com o Pinto da Costa e falar demasiado do apito dourado, deveria frequentar acções de formação para dirigentes desportivos. Pode até perceber de pneus, mas de gestão de clubes não pesca nada. Basta ver o que aconteceu ao Alverca que desapareceu do mapa.
Um clube com o prestígio nacional e internacional do Benfica não pode ser destruído às mãos do antigo sócio Porto e amigo da onça de Pinto da Costa.
segunda-feira, 10 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Futebolada"
Há muito que o futebol português atravessa a rua da amargura. Longe da festa e do espectáculo desportivo, perto da violência, na onda promíscua entre futebol e política, e agora nas malhas da justiça.
Por entre milhões e tubarões, a verdade é que o povo ainda continua a alimentar a apelidada indústria do futebol, a reboque da clubite aguda onde falsas claques optam pelo boxe e tiro ao alvo, outros adeptos devoram os três jornais desportivos e discutem “futebolada”, e as televisões esgrimem share com demasiados programas alusivos ao futebol, esquecendo-se que há muito mais desporto à solta com beleza e formação qb.
Porém, a “futebolada” até dá jeito nesta altura, considerando a dita crise social que alegadamente reina em Portugal. Com a saúde adoentada, a educação espartilhada, a justiça sob suspeita, a segurança insegura e a política à deriva, não há apito que resista.
Março de dérbis nacionais, de decisões europeias, de audiências sobre o apito dourado em nome da “futebolada”, mas também mês da Mulher, do Teatro, das manifestações dos professores, e outras coisa mais, à espreita da Primavera.
Por entre milhões e tubarões, a verdade é que o povo ainda continua a alimentar a apelidada indústria do futebol, a reboque da clubite aguda onde falsas claques optam pelo boxe e tiro ao alvo, outros adeptos devoram os três jornais desportivos e discutem “futebolada”, e as televisões esgrimem share com demasiados programas alusivos ao futebol, esquecendo-se que há muito mais desporto à solta com beleza e formação qb.
Porém, a “futebolada” até dá jeito nesta altura, considerando a dita crise social que alegadamente reina em Portugal. Com a saúde adoentada, a educação espartilhada, a justiça sob suspeita, a segurança insegura e a política à deriva, não há apito que resista.
Março de dérbis nacionais, de decisões europeias, de audiências sobre o apito dourado em nome da “futebolada”, mas também mês da Mulher, do Teatro, das manifestações dos professores, e outras coisa mais, à espreita da Primavera.
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